Instituição foi uma dos 12 centros escolhidos pelo Instituto Butantan para realizar os testes da vacina desenvolvida por uma farmacêutica chinesa.

Critérios para recrutamento de voluntários ainda não foi definido.

Hospital de Clínicas do Paraná é escolhido para testar vacina contra o coronavírus O Hospital de Clínicas do Paraná (HC), que pertence a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fica em Curitiba, foi um dos doze centros escolhidos para testar uma vacina chinesa contra o coronavírus no Brasil.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1°).

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse, em uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo, que o HC foi escolhido por já participar de outros projetos com o Butantan.

Serão escolhidos 9 mil voluntários em todo o país. O Butantan é parte no desenvolvimento desta vacina - que é uma das mais de 130 que vêm sendo testadas no mundo -, e ficou responsável pela terceira etapa, a de estudo clínico. A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech e recebeu o nome de CoronaVac. Além do Hospital de Clínicas da UFPR, a vacina será testada por sete centros de São Paulo, pela Universidade de Brasília, Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais e também pelo Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul. Dimas Covas afirmou que essa vacina é muito promissora e que cabe a cada centro de pesquisa fazer o recrutamento de voluntários e vacinação.Os critérios de escolha dos voluntários serão divulgados na semana que vem. Em caso de aprovação, o acordo prevê transferência de tecnologia para produção da vacina e distribuição pelo Sistema Único de Saúde. No Paraná, a responsável pela pesquisa da vacina chinesa contra a Covid-19 será a pesquisadora da Universidade Federal do Paraná Sônia Raboni. Como funciona a vacina da China? A vacina foi desenvolvida da seguinte forma: O coronavírus é introduzido numa célula de macaco, a chamada célula vero. Essa célula é muito usada em vacinas como meio de cultura, de multiplicação de vírus. Por fim, o vírus é inativado para não causar Covid-19. É o mesmo princípio das vacinas contra a hepatite e a influenza (gripe). Ela implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem é vacinado. Quando entra em contato com o coronavírus ativo, o corpo já está preparado para induzir uma resposta imune. A vacina da Sinovac Biotech já foi aprovada para testes clínicos na China. Hospital de Clínicas da UFPR foi selecionado para testar vacina Reprodução/RPC Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.